O que é Projeto de Aterramento
O projeto de aterramento define a malha de eletrodos, condutores e conexões que interligam as instalações elétricas de uma indústria ao solo, criando um caminho de baixa resistência para escoar correntes de falta, evitando choques elétricos em pessoas e danos a equipamentos. Todo painel, quadro de distribuição, carcaça de motor e estrutura metálica de uma instalação industrial precisa estar aterrado conforme critérios técnicos que consideram a resistividade do solo local, a corrente de curto-circuito da instalação e o tempo de atuação das proteções elétricas envolvidas no sistema, o que exige um projeto específico para cada planta e não a simples repetição de soluções padronizadas de mercado.
O dimensionamento correto da malha de aterramento depende de um estudo de resistividade do solo, medido em campo, já que solos arenosos, argilosos ou rochosos apresentam comportamentos elétricos muito diferentes entre si. Uma malha subdimensionada não escoa a corrente de falta com a rapidez necessária, elevando o tempo de exposição de pessoas a tensões perigosas de passo e de toque. Em plantas industriais com grandes correntes de curto-circuito, como as que operam motores de grande porte ou fornos elétricos, esse dimensionamento se torna ainda mais crítico para a segurança da operação e dos colaboradores.
A EMBRAE desenvolve o projeto de aterramento a partir da medição de resistividade do solo no terreno da planta e do levantamento das correntes de falta previstas na instalação. Dimensionamos a malha de eletrodos, os condutores de interligação e as conexões, integrando o aterramento elétrico ao sistema de proteção contra descargas atmosféricas, quando existente, por meio da equipotencialização geral da instalação. O projeto entregue atende aos critérios de segurança das normas técnicas aplicáveis e considera a expansão futura da planta industrial, evitando que novas ampliações exijam o refazimento completo da malha existente.
Esse serviço integra a área de Engenharia Elétrica Industrial da EMBRAE e costuma ser contratado junto com medição de resistência de aterramento e classificação de áreas classificadas, o que reduz interfaces e mantém a responsabilidade técnica sob um único fornecedor.
Quando sua indústria precisa
- Vai construir uma nova instalação elétrica industrial do zero
- Nunca teve projeto formal de aterramento na planta
- Vai instalar equipamentos de grande porte ou fornos elétricos
- Medição indicou resistência de aterramento acima do aceitável
- Vai ampliar a planta e precisa estender a malha existente
- Precisa integrar o aterramento elétrico ao SPDA da edificação
- Recebeu apontamento de auditoria sobre aterramento inadequado na planta
O que está incluso na entrega
- Estudo de resistividade do solo do terreno
- Memorial de cálculo da malha de aterramento
- Projeto de disposição dos eletrodos e condutores
- Diagrama de interligação com quadros e estruturas
- Projeto de equipotencialização com o SPDA
- Especificação de materiais e conectores
- ART de projeto e execução
- Previsão de pontos de medição futura
- Recomendações de manutenção da malha
Normas e legislação aplicável
- NBR 5410 - instalações elétricas de baixa tensão
- NBR 5419 - integração com o SPDA da edificação
- NBR 15749 - medição de resistência de aterramento
- NBR 14039 - instalações elétricas de média tensão
- NR-10 - segurança em instalações e serviços em eletricidade
Como funciona
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1
Diagnóstico
Medimos a resistividade real do solo do terreno em diferentes pontos e levantamos as correntes de falta previstas na instalação elétrica da planta a proteger.
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2
Proposta
Definimos a configuração ideal da malha de aterramento e sua integração técnica com o SPDA e as estruturas metálicas existentes, conforme avaliação detalhada da equipe técnica responsável.
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3
Desenvolvimento
Elaboramos o memorial de cálculo completo e o projeto de disposição de eletrodos, condutores de interligação e conexões da malha, dimensionada para a instalação elétrica.
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4
Entrega e ART
Entregamos a documentação técnica completa da malha projetada e acompanhamos a execução em campo até a medição final de resistência de aterramento da instalação concluída.
Um erro comum é projetar o aterramento com base em valores de resistividade padrão de tabela, sem realizar a medição real no terreno da planta. Como a resistividade varia significativamente entre terrenos, mesmo dentro da mesma região do estado de São Paulo, um projeto baseado em estimativas genéricas pode resultar em uma malha subdimensionada ou superdimensionada, comprometendo a segurança ou encarecendo a instalação sem necessidade técnica real, comprometendo o orçamento da obra sem qualquer ganho efetivo de segurança para a instalação.
Outro ponto relevante é a manutenção da malha de aterramento ao longo dos anos, já que corrosão de eletrodos e rompimento de conexões enterradas reduzem a eficácia do sistema de forma silenciosa. A EMBRAE recomenda medições periódicas de resistência de aterramento para identificar essa degradação antes que ela comprometa a segurança da instalação elétrica industrial, especialmente em plantas com grande variação sazonal de umidade no solo ao longo do ano.